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Imunidade e Retorno aos Exercícios Físicos

Publicado em agosto 6, 2020 | , , , , , , , , | Deixe um comentário

São dois temas muito importantes nesse período, no qual as pessoas estão retomando suas atividades, e que merecem uma atenção para que equívocos não ocorram, evitando-se assim o desenvolvimento de algumas lesões ou mesmo a interrupção prematura das atividades.

            Entende-se por DESTREINAMENTO, quando ocorre a interrupção da prática da atividade física e dos exercícios físicos por um período mínimo de 3 semanas em média, dependendo da variável analisada, por exemplo: força muscular, resistência aeróbica, flexibilidade, etc.

            Entende-se por SEDENTARISMO quando uma pessoa não consegue cumprir as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no que se refere á prática da atividade física e dos exercícios físicos, que são:

1) 150 a 300 minutos de atividades de intensidade leve a moderada por semana;

2) 75 minutos de atividades de intensidade moderada para alta por semana;

3) A combinação do número 1 e 2.

            Consequências do Sedentarismo

            Como todos já sabemos, o sedentarismo traz consigo algumas patologias como:

  • Obesidade;
  • Aumento do colesterol;
  • Atrofia muscular;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Problemas articulares;
  • Problemas cardiovasculares (Infarto ou AVC);
  • Diabetes tipo 2;
  • Distúrbios do sono;
  • Perda de força muscular;
  • Perda de flexibilidade;
  • Perda da capacidade aeróbica.

            Porém, com o isolamento social em decorrência da COVID-19, que desencadeou tanto o sedentarismo como o destreinamento, convém alertar para os efeitos deletérios dos mesmos e a repercussão no retorno das atividades físicas e dos exercícios físicos, despertar nas  pessoas uma análise crítica desse momento, pois esses efeitos deletérios manifestam-se de forma peculiar para cada indivíduo, desde aqueles que já estavam sedentários antes do isolamento social, até aqueles que conseguiram se manter fisicamente ativos nesse período.

            Para aqueles que estavam sedentários antes do isolamento social, o grau de comprometimento tornou-se ainda maior, se for um indivíduo idoso esse comprometimento agravou-se ainda mais, pois se associam o sedentarismo e o destreinamento com as patologias já instaladas e suas complicações, aos níveis de estresse e ansiedade provenientes do isolamento social.

            Isto posto, evidencia-se a necessidade de se fazer um período de readaptação desses indivíduos aos treinamentos, de acordo com o grau de comprometimento de cada um, seus fatores limitantes, seus objetivos, histórico de prática dos exercícios físicos, etc. Esse momento é crucial, pois o organismo dessas pessoas não está nas mesmas condições de treinabilidade do período que antecedeu o isolamento social.

            Caso esse período de readaptação não seja considerado, corre-se o risco de provocar um estado de debilidade, que irá afetar o sistema imunológico, tornando esse indivíduo mais frágil e suscetível a contrair alguma patologia como a própria COVID-19, dentre tantas outras.

Bons treinos. A boa orientação faz toda diferença.

Prof. Jeferson Porto