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Lombalgia em Ciclistas

quinta-feira, 12 de julho de 2007 | Treinamento Desportivo | Comentar

Escrito por: Silvia Guedes

A lombalgia é o nome dado para a famosa “dor nas costas” na região mais inferior da coluna, a coluna lombar. É uma queixa comum relatada por atletas de resistência. A dor lombar pode ter origem em diversas estruturas, sendo a mais comum de origem muscular, seguido por alterações nas vértebras e discos intervertebrais devido à sobrecarga.

As dores de origem muscular podem ser decorrentes de:

  • distensões e espasmos musculares causados por trauma direto ou movimentos bruscos;
  • mínimas lesões causadas por uso excessivo de uma musculatura despreparada;
  • postura incorreta do atleta durante a atividade;
  • material esportivo inadequado.

A própria dinâmica do esporte tende a gerar desequilíbrios entre a musculatura. Mas é muito importante que toda a musculatura esteja em equilíbrio para proteger e dar estabilidade ao corpo do atleta. Assim, alongamentos específicos e fortalecimento principalmente da musculatura estabilizadora são indispensáveis.

O ciclismo deve ser considerado a modalidade que mais predispõe ao aparecimento de lombalgias. A posição de flexão do tronco por longos períodos durante a etapa de ciclismo gera uma grande pressão nos discos que ficam entre as vértebras da coluna, o que predispõe ao surgimento de lombalgias e até à lesões mais sérias.

No triatlon já foi descrito também que a mudança nos tipos de contração muscular nas fases de ciclismo e corrida pode ser um possível fator no surgimento de lombalgias.

Existem dois tipos de lombalgia: aguda e crônica

- Aguda:

Tem início súbito, sendo durante ou logo após atividade. A dor é localizada em áreas circunscritas de músculos ou grupos musculares. Geralmente é desencadeada por movimentos bruscos ou por um treino muito exaustivo.

- Crônica:

A dor deve ter sido percebida há mais de 1 mês. Muitas vezes tem início impreciso, com períodos de melhora ou piora. A dor é mais difusa. Nos casos mais sérios, como uma hérnia de disco, a dor pode estar irradiada para a perna.

E você, já sentiu alguma vez a tal da “incômoda dor nas costas”?

Sabe aquele dia que você fez um treino mais longo, mais exaustivo, ou que fez um movimento brusco e inesperado, sentindo “aquela” fisgada, e depois ficou sentindo aquela “dorzinha chata” ?

Pois é, aqui vão algumas dicas de medidas “ urgentes ” que você pode tomar:

  • Coloque uma bolsa de água quente na região (pode ser colocada enquanto estiver deitado, e para aumentar o conforto, coloque um ou dois travesseiros embaixo dos joelhos);
  • Faça um alongamento suave da musculatura da região lombar;
  • Exercícios de hiperextensão também podem dar alívio – este é um movimento contrário ao que você fica na bike – também alonga abdominais;
  • Dependendo da intensidade da dor, você pode precisar de um repouso relativo (de 2 a 4 dias) e voltar à prática com cautela;
  • Se necessário, você também pode tomar um comprimido que seja relaxante muscular;
  • Certifique-se se as medidas da sua bike estão corretas para você (vale a pena procurar um profissional especializado para fazer essas medidas precisas – grande parte da dor nas costas ocorre por estas medidas não estarem corretas).

Lembre-se: a dor é um sinal do seu corpo de que algo não está bem; portanto não ignore-a

Se a dor é intensa e contínua, é necessário a procura de um profissional para uma avaliação cautelosa.

Como prevenir?

Como queremos proteger os atletas da OCE, serão dadas aqui algumas orientações de como prevenir a incômoda dor nas costas.

A musculatura deve estar sempre em equilíbrio para um bom desempenho, assim como com um bom tônus e boa flexibilidade, que estão ligados à esse equilíbrio.

Como vocês já devem saber, os abdominais são muito importantes. Mas não apenas esses abdominais que fortalecem o reto abdominal (esse músculo externo que a gente vê), como também a musculatura abdominal interna que confere estabilidade (abdominal transverso) ao tronco.

Os músculos abdominais oblíquos (internos e externos) também são responsáveis por esta estabilidade, e também merecem atenção especial, assim como o quadrado lombar.

E além dos exercícios de fortalecimento da musculatura externa da região lombar que vocês também já devem conhecer, existe uma musculatura interna (os muiltífidos) que também devem ser fortalecidos para estabilizar o tronco com maior eficácia e equilíbrio.

-Os praticantes de Swásthya Yôga, não precisam destes exercícios, pois, durante uma prática ele exercitará o corpo todo,de uma forma completa. O que é até recomendado aos atletas.

Direitos Autorais

www.treine.net

2 comentários

  1. obrigado por este maravilhoso site, é isso mesmo que se passa comigo quando ando de bicicleta. obrigado pela ajuda

  2. Nuno Palma

    Boa tarde!
    Estava á algum tempo á procura de um site deste genero. Estou a terminar o curso de massagem terapeutica e desportiva e como trabalho final escolhi “Lombalgia no Ciclismo”. Tenho de fazer o trabalho num máximo de 20 paginas e aqui encontrei muita da informação que desejo. Dou os parabens ao site, pois tenho a certeza que me vai ajudar imenso. Agradecia que se alguem tivesse material para partilhar comigo que comunique para o meu e-mail.
    Obrigado e mais uma vez Parabens ao Sr. Jeferson Porto

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Sobre o autor

Jeferson Corrêa Porto é professor de Educação Física graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – RS, Mestrando em Atividade Física e Saúde pela Universidad Católica “Nuestra Señora de la Asunción” – UC, Especialista em Fisiologia das Atividades Motoras em Academias – ginástica, musculação e hidroginástica pela FUNGLAF/AL, Especialista em Bases Fisiológicas e Metodológicas da Atividade Física Personalizada – Personal Training pela FUNGLAF/AL, Especialista em Fisiologia do Exercício pela UVA/RJ.

  • Membro do Laboratório de Cineantropometria, Atividade Física e Promoção da Saúde (LACAPS – UFAL – Campus Arapiraca-AL);
  • Membro Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas Sócio-Jurídicas (GEPSOJUR - UFAL);
  • Membro da Sociedade Brasileira de Personal Training (SBPT);
  • Membro da International Federation of Body Building and Fitness (IFBB);
  • Membro da National Academy of Sports Medicine (NASM);
  • Membro do Colégio Brasileiro de Atividade Física, Saúde e Esporte (COBRASE);
  • Membro da International World Games Association.

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