sábado, 09 de abril de 2005 | Suplementos | Comentar
A Carnitina é um dos suplementos mais utilizados hoje em dia, principalmente no verão, por aqueles que querem diminuir o percentual de gordura com o mínimo de esforço e sem restrições alimentares.
A Carnitina vem sendo comercializada por alguns fabricantes geralmente isolada ou adicionada a produtos com a conotação de que ela “queima” gordura, daí a expressão do inglês “fat burner”(“queimador de gordura”).
No passado a Carnitina (ácido butírico b-hidroxi-g-trimetil-amina) já foi definida por alguns autores como um aminoácido, por ser sintetizada, principalmente, no fígado, rins e cérebro a partir de dois aminoácidos essenciais: lisina e metionina. Porém, atualmente, ela é considerada uma substância vitamin-like, por apresentar uma estrutura química semelhante às vitaminas do complexo B, em particular a Colina (Lubeck, 2000).
A membrana interna da mitocôndria é impermeável aos acil-CoAs de cadeia longa e, com isso, estes ácidos graxos ativos não conseguem atingir o sítio mitocondrial da b-oxidação. Porém, ao se ligar a carnitina, a molécula de acil-CoA forma a acilcarnitina de cadeia longa, que consegue atravessar a membrana mitocondrial. Na matriz mitocondrial a molécula de acil-CoA é regenerada, tornando-se substrato disponível para oxidação, e a carnitina liberada retorna ao citoplasma celular, para permitir que outra molécula de acil-CoA seja carreada para o interior da mitocôndria.
Estudos clínicos experimentais que procuraram investigar os efeitos da suplementação de Carnitina sobre o metabolismo durante o exercício ou sobre a performance não nos permitem chegar a conclusões definitivas. A maior parte das investigações mostrou que a administração de Carnitina promoveu aumentos nas concentrações plasmáticas de Carnitina, mas sem aumentos no conteúdo muscular, provavelmente, devido à limitação dos transportadores de carnitina para o músculo que, durante o exercício, podem estar saturados (Brass, 2000; Júnior, 2002).
Entretanto, alguns efeitos da suplementação sobre a performance de indivíduos saudáveis já foram propostos:
Um estudo realizado por Silipradi et al. (1990), no qual 10 homens moderadamente ativos se submeteram a 2 sessões de exercícios máximos em bicicleta ergométrica e receberam, aleatoriamente, 2 gramas de L-carnitina ou placebo, 1 hora antes do início de cada sessão, demonstrou que a suplementação de L-carnitina estimulou a atividade da enzima Piruvato Desidrogenase.
Porém, um outro trabalho realizado com 7 maratonistas que receberam 2 gramas de L-carnitina 2 horas antes do início da maratona e depois novamente após 20Km de corrida, chegou às seguintes conclusões: a administração de L-carnitina está associada a aumentos significativos nas concentrações plasmáticas de L-carnitina, mas não promoveu mudanças significativas no tempo de corrida dos maratonistas, nas concentrações dos metabólitos do carboidrato (glicose, lactato e piruvato), da gordura (ácidos graxos livres, glicerol, B-hidroxibutirato), dos hormônios (insulina, glucagon, cortisol), e nem tampouco auxiliou na ativação de algumas enzimas (CK, LDH), ou seja, não contribuiu para a melhora da performance destes atletas (Colombani et al., 1996).
Ransone & Lefavi (1997) estudaram o efeito da suplementação de L-carnitina sobre o acúmulo de lactato, antes e após, em um sprint de 600m. Foram estudados 26 corredores de elite que ingeriram 2 gramas de L-carnitina ou placebo durante 21 dias. Foi realizado um período de washout de 7 dias. Eles concluíram que a suplementação de L-carnitina não alterou o acúmulo de lactato durante o exercício aeróbico máximo.
Decombaz et al. (1993) realizaram um estudo no qual 9 homens receberam, aleatoriamente, 3 gramas de L-carnitina ou placebo durante 7 dias. Após o jejum noturno, eles eram submetidos a sucessivos 20 minutos de exercícios submáximos em bicicleta ergométrica e chegou-se a conclusão que após a depleção de glicogênio, isto é, durante um alto fluxo de lipídios, o substrato energético não é influenciado pela suplementação de L-carnitina.
O grande apelo mercadológico da Carnitina relaciona a mesma com uma maior oxidação lipídica, contribuindo para perda de peso, mas nem sempre os trabalhos puderam comprovar este efeito como, por exemplo, no estudo realizado por Vukovich et al. (1994).
Jeferson Corrêa Porto é professor de Educação Física graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – RS, Mestrando em Atividade Física e Saúde pela Universidad Católica “Nuestra Señora de la Asunción” – UC, Especialista em Fisiologia das Atividades Motoras em Academias – ginástica, musculação e hidroginástica pela FUNGLAF/AL, Especialista em Bases Fisiológicas e Metodológicas da Atividade Física Personalizada – Personal Training pela FUNGLAF/AL, Especialista em Fisiologia do Exercício pela UVA/RJ.
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GOSTARIA DE SABER SE A L-CARNITINA QUEIMA GORDURAS LOCALIZADA SO NA AREA DA BARRIGA E ABDOMEM?,QUE É MEU CASO,SOU MAGRINHA POREM TENHO GORDUARS LOCALIZADA NESTAS AREAS.TENHO URGENIA EM SABER GOSTARIA DE TOMAR O PROUTO.
Juliana, de acordo com alguns pesquisadores, o uso desse suplemento não trará os resultados que você vislumbra. O mais indicado é você fazer uma atividade física bem orientada, ter bons hábitos alimentares, se puder, sob orientação de profissionais. Não existe milagre, mas sim dedicação, paciência e perseverança…
Um abraço…
Prof. Jeferson Porto
GOSTARIA DE SABER SE A L-CARNITINA QUEIMA GORDURAS LOCALIZADA SO NA AREA DA BARRIGA E ABDOMEM?,QUE É MEU CASO,SOU MAGRINHA POREM TENHO GORDUARS LOCALIZADA NESTAS AREAS.TENHO URGENCIA EM SABER GOSTARIA DE TOMAR O PROUTO.
OBS: TENHO 34 ANOS ,+- 1.65 DE ALT, E PESO 55 KG