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Criança obesa, adolescente infeliz, adulto doente

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 | Saúde | Comentar

Tempos atrás a preocupação com a saúde de nossas crianças não contemplava a gordura corporal, ou o excesso dela, não era raro ouvir falar de casos de desnutrição e a obesidade infantil nunca foi considerada problema sério, pelo contrário, uma criança gordinha era sinônimo de saúde.

Frases do tipo: “quando entrar na adolescência ele emagrece”, já não fazem mais sentido. O estilo de vida dos pais, a grande oferta de alimentos industrializados com alto valor calórico, as horas diante do computador e da televisão e a ausência de atividades físicas, fazem com que cada vez mais a criança obesa de hoje se torne o adolescente obeso de amanhã.

O excesso de peso na adolescência via de regra vem acompanhado de problemas de relacionamento, exclusão do grupo de amigos e apelidos na escola, situações que induzem esse jovem á atividades cada vez mais individualizadas e sedentárias, como o uso exagerado do computador, que não requer quase nenhuma aptidão física, diante da máquina ele não está exposto ás gozações e não fica em situação embaraçosa por não ter a mesma destreza e agilidade dos demais.

O ritmo normal de crescimento e desenvolvimento do ser humano atual está sendo modificado por fatores externos muito pouco salutares. Estudos recentes apontam que uma criança obesa tem muita possibilidade de se tornar um adolescente obeso, o mesmo se aplica ao passar da adolescência para a idade adulta.

Sabemos que a obesidade deixa “portas” abertas para várias doenças e quanto mais cedo ela se instala, maiores são os danos provocados pelas afecções associadas. Por exemplo: uma criança obesa aos dez anos de idade, que por conta desse excesso de gordura corporal é acometida por elevadas taxas do LDL-colesterol, quando chegar aos quarenta anos já terá sofrido os efeitos maléficos do colesterol alto por três décadas, isso é muito preocupante, pois sérios comprometimentos, principalmente a nível cárdio-vascular, com certeza já existirão, a possibilidade de um enfarte aos quarenta se torna real décadas antes do que acontecia no passado.

Mudança no estilo de vida envolvendo uma reeducação alimentar e a prática de atividades físicas certamente é a melhor combinação para que se evite que a criança obesa passe a ser o adolescente infeliz e posteriormente o adulto doente.

Escrito por
Alex Batalha Machado da Silva
Direitos Autorais
www.educacaofisica.com.br

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1 comentário

  1. julio caldas

    Com certeza o problema é sério. Sou professor de educação física escolar e vejo a discriminação dos alunos com o gordinho que corre. Tento fazer minha parte, mas não estou todos os momento com eles.

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Sobre o autor

Jeferson Corrêa Porto é professor de Educação Física graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – RS, Mestrando em Atividade Física e Saúde pela Universidad Católica “Nuestra Señora de la Asunción” – UC, Especialista em Fisiologia das Atividades Motoras em Academias – ginástica, musculação e hidroginástica pela FUNGLAF/AL, Especialista em Bases Fisiológicas e Metodológicas da Atividade Física Personalizada – Personal Training pela FUNGLAF/AL, Especialista em Fisiologia do Exercício pela UVA/RJ.

  • Membro do Laboratório de Cineantropometria, Atividade Física e Promoção da Saúde (LACAPS – UFAL – Campus Arapiraca-AL);
  • Membro Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas Sócio-Jurídicas (GEPSOJUR - UFAL);
  • Membro da Sociedade Brasileira de Personal Training (SBPT);
  • Membro da International Federation of Body Building and Fitness (IFBB);
  • Membro da National Academy of Sports Medicine (NASM);
  • Membro do Colégio Brasileiro de Atividade Física, Saúde e Esporte (COBRASE);
  • Membro da International World Games Association.

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