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ROTAÇÃO DE TRONCO – É REALMENTE SEGURO?

Publicado em julho 26, 2017 | | 1 Comentário

Olá, tudo bem. Seja bem vindo ao site.

Resolvi escrever essa matéria porque considero as informações aqui contidas muito importantes para todos aqueles que buscam através dos exercícios físicos melhorar sua saúde, qualidade de vida, autonomia, independência, estética e performance.

Inicialmente gostaria de deixar claro que não sou contra a execução de nenhum exercício físico, apenas acredito que cada pessoa possui peculiaridades que indicam ou contraindicam a execução de certos exercícios.

No caso específico da “Rotação de tronco” na posição sentada, como mostram as figuras abaixo, merece uma análise um pouco mais apurada.

Na posição sentada, nosso corpo sofre ação da força da Lei da Gravidade, que produz uma força compressiva na coluna vertebral denominada “Carga Axial”, ou seja, uma força de cima para baixo. A carga promovida só leva a compressão intervertebral, incentivando a desidratação discal e a degeneração, uma forma bem comum praticada são os exercícios realizados na posição sentada.

Segundo estudos Nachemson (1976), que introduziu uma agulha com sensor de carga no disco intervertebral, o fato de sentar aumenta a carga na coluna em 40%, não importa o que você esteja fazendo: dirigindo, estudando, trabalhando, enfim a carga será aumentada na coluna.

Segundo Shirley Shermann no seu livro Movement System Impairment Syndrome, afirma que a amplitude de movimento rotacional máxima na região inferior das costas deve ser de apenas 13 graus.

A execução desse exercício consiste em estabilizar/manter a parte superior do tórax imóvel, movimentando a região inferior das costas. O movimento caracteriza-se pela rotação do tronco.

Considerando-se que, por estarmos sentados, temos uma força compressiva em torno de 40% atuando sobre as vértebras e discos intervertebrais associados ao movimento de rotação de tronco e mais a carga adicional colocada na máquina, esse movimento poderá induzir ou desencadear um ESTRESSE MECÂNICO SIGNIFICATIVO na coluna vertebral e suas estruturas.

Antes de iniciarmos a prática desse exercício devemos considerar também o histórico clínico de dores lombares, presença de hérnias de discos e osteófitos (bico de papagaio), encurtamento da musculatura da cadeia posterior do corpo (posteriores da coxa, glúteos, panturrilhas, músculos lombares), idade, sexo, níveis de força muscular global, técnica de execução do exercício, amplitude de movimento sugerida, dentre outros.

O efeito colateral da execução desse exercício por longos períodos poderá desencadear a instalação de problemas nessas estruturas, tais como: hérnias de disco, osteófitos (bico de papagaio), degeneração das vértebras, dores lombares, compressão de nervo ciático, podendo levar a incapacitação parcial ou total, e outras complicações.

Portanto, certifique-se se realmente você precisa executar esse exercício. Qual é a sua real necessidade? Quais seus benefícios? Qual o custo-benefício desse exercício? Terei algum prejuízo na execução do mesmo?

Espero que tenham gostado do texto. Qualquer dúvida deixem seus comentários que será um prazer respondê-los.

Bons treinos. Um grande abraço.
Prof. Jeferson Porto