quinta-feira, 10 de julho de 2008 | IFBB | Comentar
Por Professor Maurício de Arruda Campos
IFBB Education & Research Committee
O equilíbrio de força e flexibilidade entre os músculos antagonistas na articulação do ombro é um componente muito importante para a segurança dos exercícios no treinamento com peso para os membros superiores e muitos dos exercícios para o tronco que utilizam os braços.
Sem o aprendizado de um controle muscular, qualquer atividade acima da cabeça seria impossível porque a articulação do ombro deslocaria. O grupo muscular que nós contamos para realizar este controle é o manguito rotador – os músculos infraespinhal, supraespinhal, redondo menor, e subescapular. Todos eles se originam na escápula e trabalham de forma coordenada para manter o ombro estável durante seus movimentos. O tendão da cabeça longa do bíceps encontra-se na parte anterior da articulação do ombro e também tem uma função de estabilidade para realizar junto com os Músculos do Manguito Rotador.

Os músculos primários para projetar a posição da escápula nos movimentos acima da cabeça são os trapézios (especialmente a porção inferior), e o serrátil anterior com forças opostas sendo produzidas pelo elevador da escápula, rombóides e peitoral menor.
Os músculo maiores e mais fortes que geram movimentos do braço são os deltóides, o grande dorsal, e o peitoral maior. Assim, enquanto os músculos do manguito rotador coordenam o posicionamento apropriado da articulação do ombro, os músculos maiores, com grandes alavancas, movem o braço.
Por isso é tão importante ter equilíbrio de força e flexibilidade entre todos os pares antagonistas na articulação do ombro com uma ênfase especial nos músculos do manguito rotador que são os estabilizadores intrínsecos desta articulação.
É mais importante que os rotadores internos e externos dos ombros sejam igualmente flexíveis, do que o quanto flexíveis eles podem ser. E poderíamos fazer esta mesma afirmação em relação a quantidade de força que cada músculo antagonista pode produzir na articulação do ombro.
Flexibilidade demais a custa de força e controle pode ser perigoso por causa das forças de compressão (lineares) que causam um desgaste particularmente na articulação glenoumeral, onde a fonte primária de estabilidade são os músculos trabalhando em conjunto com outras estruturas de tecido mole (cápsulas, ligamentos e cartilagem). A flexibilidade excessiva à custa do controle muscular gera tensão nos tecidos moles e causam lesões tais como a tendinite e a degeneração do manguito rotador, subluxações e possivelmente um deslocamento.
Se você quer treinar pesado deve ter atenção com seu ombro, pois ele é a ligação entre os membros superiores e o tronco.
Inclua exercícios para melhorar a força e a flexibilidade dos músculos do manguito rotador (por exemplo, rotação lateral do ombro com o cabo, rotação medial do ombro com o cabo e abdução do ombro deixando o banco inclinado 45º ) e você irá notar que todos os outros exercícios serão desempenhados melhor e, o mais importante, com mais segurança.
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Jeferson Corrêa Porto é professor de Educação Física graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – RS, Mestrando em Atividade Física e Saúde pela Universidad Católica “Nuestra Señora de la Asunción” – UC, Especialista em Fisiologia das Atividades Motoras em Academias – ginástica, musculação e hidroginástica pela FUNGLAF/AL, Especialista em Bases Fisiológicas e Metodológicas da Atividade Física Personalizada – Personal Training pela FUNGLAF/AL, Especialista em Fisiologia do Exercício pela UVA/RJ.
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