quinta-feira, 21 de abril de 2005 | Esportes Radicais | Comentar
O Windsurf é um esporte relativamente novo, com aproximadamente 25anos. Segundo a revista American Windsurfer o conceito do windsurf foi criado pelo casal Newman e Naomi Darby. Newman projetava barcos (catamarans em aluminio), desde 1948 ela já havia pensado no conceito free-sail. Naomi Albrecht foi a primeira pessoa a ser fotografada velejando de windsurf em 1963. O Conceito deste equipamento era bem diferente mas, serviu de base para todos os desenvolvimentos que gerou o windsurf de hoje. Em Agosto de 1965 a revista Popular Science declarou o novo esporte, com as primeiras instruções de como velejar, artigo assinado por Naomi Albrecht.
Alguns anos mais tarde dois amigos Hoyle Schweitzer e Jim Drake procuravam unir características do surf com o velejo, o mesmo que Newman, possibilitar o surf em lagos ou em praias sem ondas. Jim Drake era designer da aeronáutica e Schweitzer um empresário. Os dois desenvolveram vários conceitos que são aplicados até hoje: o mastro articulado por uma junção (pé-de-mastro), direcionamento da prancha com o deslocamento do rig sem a necessidade de leme. Em 1968 eles patentearam este equipamento chamado de windsurf que combinava características do surf com veleiros.
A primeira prancha a ser produzida em série foi construída com um material chamado polietileno da Dupont que divulgou esporte o que fez o esporte se tornar popular, isto em 1973. Em 1984 foi o ano da primeira olimpíada do esporte.
A primeira prancha de windsurf que chegou aqui no Brasil foi trazida pelo Fernando Germano do Clube de Campo do São Paulo, e os pioneiros foram Klaus Peters e Marcelo Aflalo em São Paulo. Com a novela da Globo chamada Água Viva o esporte tornou-se conhecido no pais. (Fonte: Windpoint – http://sites.uol.com.br/windpoint)
O Windsurf é o esporte chamado de prancha a vela. Hoje é um esporte muito diversificado com várias categorias, e permite ser praticado em quase todas as condições de tempo e lugar.
A ídeia do Windsurf desde o início era a de reunir características do surf sem a necessidade de ondas, com o desenvolvimento do esporte temos um esporte maduro e muito mais radical que o surf.
Surgiram as modalidades como o Wave e o Freestyle que representam o segmento mais radical com muitas manobras baseadas em outros esportes como wakeboard, snowboard e skate. No lado tradicional do esporte temos as categorias de regatas Classe Olimpica, Course e Slalom, estas competições são disputadas no formato de regatas em circuitos pré-determinados.
O Hawaii é considerado o melhor lugar no mundo para a prática do windsurf, lá é possível reunir quase todos as condições de velejo, com ventos fortes, mar chopp ou não, ondas pequenas e grandes.
As competições no mundo são organizadas pela PWA Professional Windsurf Association, esta organização é considerada a FIA do Windsurf determinando as regras das modalidades. O campeonato mundial ocorre por todo o mundo inclusive no Brasil, no ano 2000 a etapa brasileira será realizada no Ceara como nos anos anteriores. O campeonato brasileiro é disputado todos os anos com etapas em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará entre outros estados menos o estado de São Paulo. Apesar do estado de São Paulo não possuir uma etapa no brasileiro existe uma grande quantidade de velejadores e a organização de um bom campeonato Paulista.
(Fonte: Windpoint – http://sites.uol.com.br/windpoint)
As funboard se dividem em: course racing, course slalon, slalon e wave. Course racing – são pranchas grandes, com bolina (anda mais contra o vento), velas grandes e design antigo. Existe um tipo específico de course racing que é a prancha olímpica, categoria one design, onde todos os competidores têm a prancha igual, a vela igual, o mastro igual, enfim, tudo igual, ou seja, vence nas olimpíadas o melhor atleta.
Course Slalon e Slalon – Toda a tecnologia de ponta utilizada na confecção dos equipamentos é colocada em teste no slalon, por isso, em uma competição, não depende tanto do atleta vencer a prova, mas principalmente do equipamento utilizado. As pranchas possuem tamanhos médio e pequeno e são muito velozes, chegando a atingir uma velocidade de 80 km por hora.
O percurso do course slalon é parecido com o do course racing. A disputa da competição é realizada em várias condições: a favor do vento, contra, de lado…; já no slalon o competidor deve contornar as bóias a favor do vento, atingindo o máximo de velocidade possível.
Muitos iniciantes começam a velejar com um modelo de slalon chamado giant slalon, pelo fato da prancha ser maior, o que proporciona boa flutuação e maior equilíbrio.
Wave – se divide em saltos, manobras e surf nas ondas. São pranchas muito pequenas, indicadas para velejadores mais experientes.
(Fonte: www.guiafloripa.com.br)
Vela, mastro, extensão, retranca, pé de mastro, trapézio, prancha, roupa de borracha. (Fonte: www.guiafloripa.com.br)
Onde praticar
Santa Catarina é um dos lugares mais privilegiados para a prática de windsurf no Brasil.
Especificamente Florianópolis é extremamente privilegiada, com ótimas praias, lagoas, vento forte e o ideal para velejar.
O atleta Márvio Reis afirma que as melhores opções pra quem veleja com course racing ou slalon são Lagoa da Conceição, Jurerê, Ponta das Canas e Canasvieiras, que oferecem um mar calmo. ”
As praias do leste também são ótimas quando as ondas não estão muito grandes”, revela. Já para o velejo de wave, com vento sul, o ideal são as praias de Campeche e Moçambique, que têm boas ondas.
Agora se o vento for norte ou nordeste indica as praias da Joaquina e Mole.
(Fonte: www.guiafloripa.com.br)
Como você deve ter visto acima, existem diferenças entre o shape das pranchas e o das velas. No slalon os atletas costumam usar o máximo possível de prancha e o mínimo possível de vela para obter o menor atrito na água. Já no velejo nas ondas (wave), quanto menor o material, melhor.
O importante nessa modalidade é ter força e agilidade para passar as ondas, rompê-las, realizando grandes manobras.
Mas antes de cair nesse marzão, é bom se antenar para uns detalhes: “Quanto mais forte o vento, menor deve ser a prancha e consequentemente a vela”destaca Márvio.
Essas características caem como uma luva para o velejo de wave, pois você precisa trabalhar com uma prancha pequena para ter facilidade de manobra. Para ele, a praia de Ibiraquera, no litoral sul, é ideal para praticar essa modalidade. “Tem vento muito forte e muito limpo, e uma ondulação grande e perfeita, com fundo muito plano de areia. A direção do vento também é perfeita”. Já para o velejo de course racing, não há necessidade do vento ser forte. “Basta estar ventando”, afirma.
Agora se a intenção é velejar de slalon, recomenda um vento moderado a forte. Segundo o atleta e diretor da escola Windcenter, – Eduardo Schultz, Florianópolis tem duas tendências, que é vento sul e nordeste. O vento nordeste predomina muito na primavera, sempre interrompido por umas frentes frias que formam o vento sul. Por isso, a Ilha de Santa Catarina caracteriza-se como um dos melhores lugares do Brasil para velejar, especialmente entre agosto e dezembro.
No outono e no inverno há vento oeste, que é um vento mais frio, proveniente da Cordilheira dos Andes. Embora seja essa a pior época para se velejar aqui, Florianópolis oferece boas condições o ano todo.
Para os iniciantes, Schultz dá uma dica: “O vento ideal é perpendicular a praia que se está praticando”.
(Fonte: www.guiafloripa.com.br)
Informações aos iniciantes
Jeferson Corrêa Porto é professor de Educação Física graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – RS, Mestrando em Atividade Física e Saúde pela Universidad Católica “Nuestra Señora de la Asunción” – UC, Especialista em Fisiologia das Atividades Motoras em Academias – ginástica, musculação e hidroginástica pela FUNGLAF/AL, Especialista em Bases Fisiológicas e Metodológicas da Atividade Física Personalizada – Personal Training pela FUNGLAF/AL, Especialista em Fisiologia do Exercício pela UVA/RJ.
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