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Diabetes Verdades e Mitos.

Publicado em abril 25, 2011 | | 2 Comentários

Parte 1: Diabetes Mellitus Tipo 1

Escrito Por Thúlio Wanderlei

Doença essa chamada Diabetes que consiste em diversos tipos e conseqüentemente em diversos sintomas e formas de ser tratada, foco deste que tem como objetivo esclarecer dúvidas sobre cada tipo mencionado de Diabetes além de suas verdades e mitos. Alguns tipos são: Diabetes Mellitus Tipo 1 (Insulino Dependente ou Imunomediada Diabetes) a qual irei me deter neste, Diabetes Mellitus Tipo 2 (Insulinorresistente Diabetes), Diabetes Gestacional (Gravidez) e Diabetes Insípdus Nefrogênico (DIN).

Como descrito acima a Diabetes que me deterei neste será a do Tipo 1 que dentre tantos outros nome o mas conhecido é Diabetes Juvenil que acomete crianças e adolescentes com faixas etárias até 20 anos, mais não é um dado preciso. Hoje em dia já existem casos de pessoas com 35-40 anos que possuem Diabetes Tipo 1, isso se dar por conta de diversas alterações em nosso organismo como a própria progressão da doença sendo distintamente correlacionado com pessoas que apresentam Diabetes Tipo 2 e por diversas alterações é feita a introdução ao uso de insulina em sua rotina de vida.

Neste caso de Diabetes segundo a American Diabetes Association em 2009 evidenciou que pessoas portadoras de Diabetes Tipo 1 existiam em cerca de 15% da população geral de diabetes no mundo. A mesma instituição fez uma comparação com 2002 e evidenciou que o números de diabéticos tipo 1 de 2002 para 2009 cresceu cerca de 5% da população geral de diabéticos no mundo. Ou seja, tal doença está tendo um crescimento fora do controle e poucas medidas são tomadas para tal processo de neutralização ou até mesmo prevenção.

Neste caso em especifico a prevenção se torna um pouco difícil já que não se sabe ao certo o que provoca o surgimento da Diabetes Tipo 1 mas o trabalho de conscientização e de facilidade no acesso a medicamentos só existe no papel. Não é novidade na semana verificarmos nos noticiários que ocorre fraude em medicamentos ou que os mesmos estão com prazo de validade vencido ou que até mesmo estão sendo vendidos onde para população deveria ser distribuído. O que hoje em dia vemos é uma total falta de cuidado com a saúde e isso não ocorre só no Brasil não, isso ocorre em todo mundo. Existe uma minoria que se preocupa e mesmo assim geralmente ou é por que apresenta a patologia ou por que alguém da família tem e também existe uma grande maioria que não está nem aí pra ninguém. Daí se tira onde o problema ocorre e progride na saúde.

Como o intuito deste não é retratar o descaso contra as pessoas que necessitam dos remédios “disponibilizado” pelo governo e sim fazer com que essas pessoas achem uma via de melhora em sua qualidade de vida portando o Diabetes Tipo 1 doença essa que faz com que seus portadores utilizem diariamente Insulina, hormônio esse responsável em transportar glicose (açúcar no sangue) e que neste público o órgão produtor chamado de pâncreas não atua produzindo insulina. O que na verdade ocorre é uma briga constante entre o Sistema Imunológico com as células produtoras de insulina chamadas de Células Receptoras Beta, onde o mesmo sistema imunológico destrói as células produtoras de insulina não as reconhecendo como células benéficas.

Atualmente o controle de açúcar no sangue se dar por via de diversos aparelhos de verificação glicêmica que mensura os níveis de açúcar no sangue fazendo com que os diabéticos avaliem com precisão como estão seus níveis de glicemia. Existe uma margem tolerável de açúcar no sangue que se distingue em dois pontos em Jejum = menor que 140 e Pós Refeição = menor que 200. Esses números são considerados sem alterações ou com poucos distúrbios crônicos.

O ponto de todos os problemas que o diabético possa vir a ter está no controle glicêmico é ele quem determina nos diabético todas as prioridades do corpo humano. Exemplo: Uma pessoa diabética que sofreu um ferimento simples no pé. Geralmente as pessoas falam que diabético não pode se ferir. Isso se dar pelo não controle glicêmico da grande maioria dos diabéticos, ou seja, se o diabético estiver com seu controle constante às possibilidades de progressão de amputação são cada vez menores e muito menores. No caso acima nosso corpo prioriza certas ações no caso do diabético o mesmo se não estiver com a glicose nos padrões o organismo desenvolverá certos mecanismos de eliminação de glicose de maneira natural, mais esses mecanismos sempre que executados se paga um preço no caso da eliminação pela Urina chamamos de Glicosúria a atividade renal aumenta de maneira extrema fazendo com que o rim trabalhe em excesso e se isso ocorrer diversas vezes pode gerar uma inatividade renal. O mesmo procedimento para praticantes de atividades físicas com critério de Hipertrofia Muscular (aumento do volume muscular). Na musculação usamos uma quantidade grande de glicose por conta do combustível de nossos músculos ser o glicogênio daí se o indivíduo diabético que treina o mesmo grupamento muscular 3,4,5 vezes na semana a micro lesão muscular que estava sedo gerada se torna uma macro lesão além do mesmo individuo não ter controle glicêmico o procedimento de reconstituição das micro lesões é agravado. Neste caso ocorre dois problemas 1º elaboração de um treino específico para o diabético e 2º o controle glicêmico que tem que ser realizado de preferência 15 minutos antes da atividade, 5 minutos antes da atividade, dependendo do tempo de duração da atividade se faz necessário a realização de mais uma vez e os procedimentos continuam o período pós treinamento sendo realizado 5 minutos após e 15 minutos após o término do treinamento. Todas essas verificações são realizadas para verificar o quanto os níveis de glicose podem está sendo alterados.

Esse procedimento geralmente é utilizado ou quando ocorre modificação nas séries da musculação ou quando o mesmo está em processo de transição de dieta. Neste caso o ponto chave para administração da insulina é a contagem de carboidratos coisas que poucas pessoas fazem hoje em dia, pois, sabemos que quem determina a quantidade de glicose em nosso sangue é a quantidade de carboidratos que ingerimos em nossas refeições.

É percebido que além das informações passadas neste existe muito mais a serem passados com os detalhes específicos de cada individuo, isso acontece e muito nos mundos dos diabéticos, não é como em uma receita de bolo onde tudo é executado de maneira igual, falo isso por que convivo com a Diabetes desde 8 anos de idade, sei que não é fácil mais não e tão difícil quanto aparenta. Inicialmente existem os pontos chaves e dentre a infinidade de perguntas que se tem sobe alimentação, manipulação de insulina, verificação glicêmica e uma prescrição de treinamento específica para sua necessidade é necessário a presença de um Nutricionista, Professor de Educação Física e seu Endocrinologista.

Treinando Sempre e Até a Próxima !!!