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DEPRESSÃO: BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO

Publicado em março 3, 2016 | , , | 2 Comentários

A depressão é um problema psicológico que drena grande parte da energia, impedido que a pessoa tenha força de vontade para realizar as tarefas do seu dia-a-dia. A mais simples das atividades como ir ao supermercado, limpar o quintal, ou fazer exercício pode tornar-se assustadora. A perda de energia é uma das principais características da depressão.

Desta forma a prática do exercício físico é uma das melhores maneiras das pessoas deprimidas melhorarem o seu humor. Pode parecer paradoxal, mas a prática do exercício físico gera energia.

Depressão

Na grande maioria das vezes os sentimentos depressivos estão associados à sensação de stress, o que leva algumas pessoas a refugiarem-se e a aliviar a sua ansiedade no excesso de comida. O que conduz a um ciclo vicioso tremendamente negativo. Isto porque a pessoa fica propensa a uma alteração da sua auto-imagem e consequentemente é afetada na sua auto-estima. Mas, qual a razão para que isto aconteça?

Muitas pessoas com depressão têm uma tendência para se auto-regularem através da comida, eu acho que é uma das razões que está contribuindo para o problema da obesidade. A combinação do aumento de stress, depressão e ansiedade cria uma necessidade premente das pessoas reduzirem estes estados de angustia, e procuram a auto-regulação (alívio), através da ingestão de alimentos. Então, se as pessoas deprimidas começarem a exercitar-se ao invés de ingerirem alimentos em excesso, o que é que acontece fisiologicamente?

BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Há toda uma série de coisas que acontecem quando começamos a fazer exercício físico. Quando nos propomos a movimentarmo-nos e a fazer exercício físico, ocorre um estado de excitação geral do corpo. Esta ativação geral, inclui diversos sistemas do corpo. Desde a ativação do metabolismo cardiovascular, vários tipos de alterações endócrinas no cérebro, vários tipos de alterações hormonais e mudanças fisiológicas acontecem um pouco por todo o organismo. Este tipo de mobilização do corpo, faz com que existam igualmente algumas alterações no nosso cérebro, contribuindo para alterações positivas nos estados de humor. O que acontece psicologicamente quando as pessoas começam a exercitar-se?

Depende do grau e nível de exercício. Com o exercício físico moderado, por exemplo fazendo caminhadas curtas de 5 ou 10 minutos, verifica-se alterações significativas em alguns estados de humor primário, materializando-se no aumento de energia. Secundariamente , às vezes verifica-se também uma redução da tensão.

Com o exercício mais intenso, por exemplo, de uma hora de exercícios aeróbicos mais ritmados, há uma redução temporária da energia, verificando-se também uma redução da tensão, mas, muitas vezes, após a recuperação do treino, ocorre um ressurgimento da energia. Dá-se um processo de efeito retardado do exercício físico. Depois da atividade, a pessoa sente-se cansada, com menos energia, mas por um efeito de adaptação, e após um tempo de recuperação, a pessoa sente-se com mais energia e mais resistente. Promovendo o impulso para a acção. Mas as pessoas deprimidas têm que exercitar-se intensamente para conseguirem um impulso no seu humor?

Não, mesmo com exercícios de baixa intensidade, verificam-se melhorias muito significativas. Caminhar a um ritmo moderado, e outras vezes mais rápido, por um tempo curto (5- 10 minutos), podendo estes intervalos serem repetidos depois de um períodos de descanso (2-3 ,minutos) e depois nova caminhada de (5-10 minutos), os benefícios irão fazer-se sentir rapidamente, há um aumento significativo na energia e isto pode ser sentido quase imediatamente.

O EXERCÍCIO FÍSICO É VITAL NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Absolutamente, eu tenho a plena convicção que qualquer tipo de profissional que esteja a ajudar uma pessoa com depressão ou (deprimida), uma coisa importante que deve fazer é colocá-la ou incentivá-la a aderir a um programa de exercício físico. O exercício é vital. Caso, esteja a ser acompanhado por um profissional no tratamento da depressão, se não lhe foi prescrito a prática de exercício físico ou se não foi incentivado a iniciar um programa de exercício físico, aconselho-o a pensar no assunto, e/ou a discutir a ideia com o profissional que o acompanha.

O exercício deve ser parte integral de um plano de tratamento para a depressão. A utilização exclusiva de exercícios físicos para a depressão pode ser um problema, por várias razões, pelo que é desaconselhado, reduzir o tratamento apenas à prática de exercício físico. Mas ainda assim, deve ser parte de um plano completo de tratamento. Acredito, por experiência da minha prática no tratamento a pessoas que sofrem de depressão, que a prática de exercício físico aumenta a eficácia do tratamento, e consequente a recuperação da depressão, desde que devidamente incluindo com as outras estratégias psicológicas e comportamentais do programa.

VAMOS A FACTOS

A PESQUISA MOSTRA QUE O EXERCÍCIO:

Tem efeitos positivos em alguns neurotransmissores tal com alguns medicamentos antidepressivos.
Produz substâncias químicas no cérebro, chamadas de “endorfinas”, que promovem a sensação de bem-estar e satisfação.
Liberta a tensão nos músculos. A tensão muscular contribui para a dor relacionados com a depressão e insonia.
Reduz os níveis do hormonas do stress, como o cortisol, aliviando os sentimentos de ansiedade e agitação.
Aumenta a temperatura do corpo, promovendo a sensação de relaxamento. Produz efeitos calmantes.

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