Onde está a Ciclovia?
Nos últimos anos a preocupação com o meio ambiente, desenvolvimento sustentável, poluição, acessibilidade, ocuparam um espaço considerável em se tratando de políticas públicas, planejamento urbano e o próprio desenvolvimento econômico da sociedade em geral.
De acordo com o DNIT, da divisa com Pernambuco até a divisa com Sergipe, a BR-101 têm 249 quilômetros de extensão, além da nova pista, estão em obras 14 pontes, 5 viadutos, sete passarelas e 16 passagens inferiores, uma obra suntuosa que trará inúmeros benefícios e dividendos para Alagoas.
Além desses benefícios, como Maceió têm um potencial turístico incomensurável, e os turistas tem procurado lugares mais seguros, belezas naturais, acesso fácil, inclusive muitos procuram hotéis os quais disponibilizam academias para a prática dos exercícios, e cidades que possuem parques, ciclovias, ou seja, locais apropriados para a prática desportiva, principalmente ao ar livre.
De acordo com o projeto que nos foi apresentado, ou seja, a liberação de uma parte da duplicação da respectiva BR, mais especificamente na direção do litoral sul senti falta da ciclovia.
Como é possível executar uma obra desse calibre e deixar de lado a ciclovia e a pista específica para a caminhada ou corrida?
Quantos carros poderiam ficar em suas garagens, poluindo muito menos o meio ambiente? Quantas pessoas poderiam se exercitar de forma bem mais segura com a criação desse espaço? Sem falar que com essa medida, iria diminuir consideravelmente os congestionamentos, devido a diminuição da circulação de veículos em direção ao litoral, tanto para o lado sul como para o norte do Estado.
O simples fato de se considerar a construção da ciclovia, estaria caracterizando a inter-relação de políticas públicas, ou seja, gestão pública integrada, como por exemplo: Política de preservação do meio ambiente, Política voltada para o esporte, saúde e melhor qualidade de vida da população em geral, Política de trânsito, Política do turismo.
A criação desse espaço seria uma contribuição formidável dos nossos gestores para a saúde das pessoas, pois teríamos mais um incentivo para a prática desportiva e os cuidados com a saúde.
Mas, infelizmente, esse espaço, pelo que se viu até agora, ficou relegado, esqueceram que o espaço compreendido entre a cidade de Maceió e a praia do Francês é uma área de expansão urbana, futuramente muito adensada, sendo assim, a duplicação da BR-101não deveria ser vista apenas como uma auto-estrada, mas sim como uma via de circulação urbana.
Erros (primários) de previsão a longo prazo como esse não deveriam acontecer, principalmente porque planejar é prever lucros.
Onde está a ciclovia?
Até a próxima!!!
Prof. Jeferson Corrêa Porto – WWW.JEFERSONPORTO.COM.BR
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