Princípios Para Prescrição dos Exercícios Físicos – Parte II

Publicado em 16/10/2009, IFBB, Não há comentários

Por: Professor Carlos Alberto de Oliveira Firmino
Responsável pelo Setor de Projetos de Equipamentos da Physicus
Biomecânica e Ergonomia

COMPONENTES DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS

No momento, sem a intenção de aprofundarmos demasiadamente o assunto, apresentaremos de forma geral algumas considerações que, são necessárias quando da intenção de planejar e prescrever atividades físicas, seja à pessoas saudáveis ou casos especiais. As diferentes combinações entre estes implicarão em diferentes resultados.

FREQUÊNCIA

Refere-se, conforme GUEDES (1998, p.204) ao número de vezes que o indivíduo se exercita por semana. Para indivíduos sedentários recomenda-se exercitar no mínimo 3 vezes por semana e dependendo das finalidades do programa, esta freqüência poderá ser aumentada gradativamente. De acordo LEITE (1985, p.44) o ideal seria exercitar-se 3 a 5 vezes por semana, em 01 sessão por dia, a fim de obterem-se os efeitos do treinamento, sendo necessárias de 4 a 6 semanas para perceberem-se estes efeitos. Em relação ao controle de peso corporal, ambos os autores supracitados, mencionam que a freqüência necessária é de 5 à 6 vezes por semana e que somente 2 vezes por semana não deverão ocorrer modificações significativas.

DURAÇÃO

Refere-se ao tempo despendido na execução de um exercício específico ou de uma sessão de exercícios. Em relação a sessão, esta deverá apresentar 03 momentos distintos, sendo eles: o aquecimento (atividades leves e/ou alongamentos); a parte principal, a qual deverá enfatizar os exercícios aeróbicos e os de força ou resistência muscular; e a parte final, onde priorizamos os exercícios de flexibilidade e ou relaxamento muscular.
A duração total de uma sessão poderá ser determinada de acordo com o gasto calórico desejado e de preferência previamente planejado.

INTENSIDADE

Na prescrição baseada em princípios científicos, a intensidade dos esforços físicos deverá ser determinada e controlada por parâmetros como VO2 máximo (ou METS) e Freqüência Cardíaca. Conhecendo-se os valores máximos destes parâmetros torna-se possível a prescrição da intensidade de acordo com valores percentuais específicos. A maior ou menor intensidade das sessões baseia-se na fonte energética predominante à modalidade que se pretende praticar e aos objetivos, capacidades e limitações de cada indivíduo. Pode-se utilizar também escalas numéricas que refletem o nível de tolerância de esforço percebido pelo indivíduo (Escala de Borgh).

PERIODIZAÇÃO

Toda prescrição de exercícios físicos, deve ter objetivos preestabelecidos a médio e longo prazo. Assim a periodização, sugerida por MATVIEV e outros autores, tem como objetivo transpor possíveis dificuldades ou deficiências ao longo do processo, assim como evitar sintomas de “over-training”. Simplificando, este sistema de planejamento, tem como meta auxiliar Professor e Aluno a atingir os objetivos preestabelecidos de maneira segura e eficaz.

São divididos em: Micro-ciclos: correspondem a uma semana; Meso-ciclos: podem ser o equivalente a um mês, um bimestre, ou um trimestre; Macro-ciclo: podem durar de 1 a 12 meses.

Segundo GERALDES (1993, p.210), deve possuir 03 fases distintas: período de adaptação; período de performance; e período de transição. Estas normalmente são distribuídas em forma de meso-ciclos. Todo este processo, será desenvolvido pelo profissional de Educação Física de acordo com a modalidade, objetivos, capacidades e limitações de seu aluno ou grupo.

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