Como o estresse faz você ENGORDAR

Publicado em 4/11/2008, Saúde, Não há comentários

Nossos corpos não estão programados para lidar com o estresse da vida moderna. Quando ele começa, uma das primeiras providências do organismo é aumentar a síntese de adrenalina.

Esse hormônio faz com que as células gordurosas de todo o corpo mandem as reservas de ácidos graxos para a corrente sangüínea, a fim de serem usadas como energia. Isso era ótimo no tempo em que uma situação de estresse correspondia a enfrentar um tigre ou o ataque de bárbaros – momento em que o cérebro acionava o mecanismo de lutar ou fugir. Mas não é tão bom na atual sociedade. Nós não lutamos nem fugimos, apenas trabalhamos além do horário para concluir muitas tarefas a tempo. Enquanto isso, as glândulas supra-renais estão produzindo mais um hormônio para lidar com toda essa gordura recém liberada. O nome dele é CORTISOL, também conhecido como o “hormônio da gordura na barriga”.

A teoria é a seguinte: o estresse se instala, a adrenalina mobiliza gordura de todo corpo e o cortisol pega a porção de gordura que não foi usada e a estoca na região abdominal, causando um grande malefício.

Em um estudo com 438 bombeiros, os que disseram ter preocupações financeiras ganharam 5,07 kg ao longo de sete anos, enquanto os que não manifestavam esse tipo de preocupação engordaram em média 3,35 kg. A chave para administrar a barriga, portanto, é dominar o estresse.

Outro ponto a ser considerado com relação à produção excessiva de cortisol é que o mesmo poderá desencadear um processo de proteólise, ou seja, perda de massa muscular, em conseqüência, diminuição do metabolismo de repouso, dificultando ainda mais o processo de emagrecimento e/ou manutenção do peso corporal.

Algumas dicas para manter a cabeça – abdômen – estresse – sob controle.

CUIDE DO SONO. Estudo realizado pela Universidade de Chicago, publicado em Sleep, mostrou que os homens que dormiam apenas quatro horas por noite apresentavam níveis de cortisol 37% mais altos em relação aos que tinham oito horas de sono completas. No caso dos que permaneciam acordados a noite inteira, os níveis desse hormônio eram 45% mais elevados. Esforce-se para dormir oito horas por noite.

TENHA UM SONO TRANQUILO. Outro estudo realizado pela Universidade de Chicago mostrou que os homens que tinham um sono bastante profundo – de qualidade, sem sonhos e sem movimento rápido dos olhos – segregavam quase 65% mais hormônio do crescimento humano do que aqueles que quase não desfrutavam desse tipo de sono. Esse hormônio é importante para prevenir a perda de massa muscular causada pelo cortisol.

LEMBRE-SE DA VITAMINA C. Em momentos de estresse intenso especialistas recomendam ingerir 1.000mg por dia, divididos em pequenas doses.

NÃO TOME O ÚLTIMO DRINQUE. A bebida desidrata o corpo. O organismo interpreta a escassez de água como uma situação de emergência, e isso aumenta o nível do cortisol. A mesma idéia de desidratação aplica-se à cafeína.

ZINCZENKO, David. Com TED SPIKER. A dieta do abdômen. Rio de Janeiro, Sextante, 2005.

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