Para onde vai nosso almoço?

Uma refeição não termina no estômago. Depois de recebê-la, o corpo começa a distribuir as calorias para os órgãos famintos de nutrientes, desenvolvendo músculos e também, é claro, fazendo a barriga crescer. Michael Jensen citado por Zinczenko (2005) calculou a maneira como o corpo processa os alimentos.

10% para os rins. Esses órgãos trabalham para que o sangue receba as quantidades certas de água e nutrientes.

5-10% para o coração. O coração obtém a maior parte da sua energia da gordura, que em longo prazo lhe proporciona mais energia para que ele realize seu esforço do que a glicose.

25% para o fígado, pâncreas, baço e glândulas supra-renais. Depois que o fígado extrai os nutrientes, ele armazena as calorias em excesso, como glicogênio.

25% para os músculos. Os músculos exigem uma fonte constante de energia apenas para manter sua massa. Assim quanto mais músculos você tem, mais calorias consome.

10% para o cérebro. A glicose é o combustível do cérebro. Não fica armazenada por muito tempo, e é por isso que as pessoas às vezes se sentem tontas quando pulam uma refeição.

10% para a termogênese. O simples ato de decompor os alimentos ingeridos consome um décimo das calorias.

2-3% para células gordurosas. As células gordurosas crescem e vão se dividindo à medida que mais calorias são acumuladas.

10% – ninguém sabe para onde. Seu corpo é um lugar imenso, e o destino de algumas calorias permanece inexplicado.


Referências Bibliográficas

ZINCZENKO, David. Com TED SPIKER. A dieta do abdômen. Rio de Janeiro, Sextante, 2005.

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