Diabetes atinge 246 milhões de pessoas no mundo

Publicado em 14/07/2008, Saúde, Não há comentários

Diana Leiko

As notícias não são boas. Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, o diabetes tem status de epidemia agravado pelo aumento dos casos de obesidade em adultos e em crianças. Atualmente 246 milhões de pessoas no mundo sofrem com a doença e, dentro de 18 anos, o número de diabéticos deve chegar a 380 milhões. O Brasil ocupa a sétima posição no ranking, com 6,9 milhões de casos registrados. Em 2025, estima-se que o país passe a ocupar a quarta posição, com 17,6 milhões de doentes.

De acordo com Dr. Roberto Pavani, coordenador médico do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed Amparo, o diabetes é uma síndrome metabólica caracterizada por uma deficiência absoluta ou relativa de um hormônio chamado insulina. “A doença pode ser decorrente de uma produção inadequada pelo pâncreas ou ainda por ação deficiente da insulina nos tecidos. O que se vê então é uma aumento da glicose (açúcar) na corrente sanguínea”, explica. Ele diz que o mal pode ser genético, mas a maior incidência de casos ocorre no diabetes tipo II, a mais comum em adultos. “No caso do diabetes tipo I, a sua origem tem a ver com aspectos imunológicos, aparece mais na infância e adolescência, e atinge somente 10% dos diabéticos”, revela. Como o corpo não produz insulina nesse tipo de diabetes, a substância deve ser reposta.

Já o tipo II atinge pessoas a partir da idade mais madura, a partir dos 35 anos, e pode ser evitado, pois tem a ver com estilo de vida e hábitos alimentares. O mal se manifesta mais em mulheres. “Acredita-se que seja em conseqüência de uma predisposição maior das pessoas do sexo feminino à obesidade e também à menor compleição muscular”, informa. Como medida preventiva, Dr. Roberto aconselha a fugir da obesidade e dos exageros alimentares. “Os riscos de aparecer a doença diminuem quando se pratica atividade física regular. A possibilidade de ter diabetes para quem não fuma e não ingere álcool, também é remota”, ressalta. O médico reforça que a base do controle da doença deve ser sempre fundamentada na alimentação equilibrada de acordo com as necessidades diárias de cada um, e em atividade física regular também de acordo com a capacidade física e a faixa etária.

Quanto aos medicamentos, ele explica que são importantes e devem obedecer regras claras e supervisão médica constante e regular. “Atualmente temos disponível um grande arsenal medicamentoso que pode cobrir o perfil de todos os diabéticos. A evolução da pesquisa e a produção da indústria farmacêutica têm contribuído muito para facilitar o tratamento dessa enfermidade”, comemora. Segundo o especialista, existem no mercado medicamentos para uso por via oral (em forma de comprimidos ou cápsulas) e as insulinas que podem ser utilizadas de forma injetável ou inalável. Ele alerta sobre a importância da orientação médica para a utilização desses produtos, mas lembra que usar esses remédios sem cuidar da alimentação e da atividade física prejudica o tratamento.

Sobre a cirurgia para casos de diabetes, Pavani explica que já existem alguns locais que utilizam técnicas para restringir a área de absorção de alimentos do trato digestivo e modificam a dinâmica metabólica do indivíduo. “A cirurgia é indicada somente para casos graves de obesidade em que se tenha uma dificuldade ou uma intratabilidade clínica do diabetes”.

Direitos Autorais
www.educacaofisica.com.br
Jornal Cidade – Comportamento e Saúde/ PR – Saúde – 04/07/2008

Nenhum conteúdo relacionado encontrado.

Deixe um comentário

Buscar

Categorias

Newsletter

Email:

Anúncios

  • Projeto do Clube Desportivo Flamengo Alagoano
  • Hotel Ponta Verde
  • SBPT - Sociedade Brasileira de Personal Trainers

Fotos

DSC00290DSC00217DSC00214DSC00280DSC00254DSC00256
Veja as fotos