Crítica e Competição

Publicado em 30/04/2008, Comportamento em Foco, 1 Comentário

Quantos mistérios traz o ser humano em sua trajetória, quantas dores causadas por mágoas e ressentimentos acumulados ao longo da vida.

Todos nós, independentemente da estrutura familiar que tivemos introjetamos muitas informações a partir do que nos ensinam na infância sobre o que devemos e o que não devemos fazer, sobre como devemos ou não devemos nos comportar, e a forma como essas informações nos são repassadas podem nos levar a um processo saudável de compreensão desses ensinamentos ou ao acúmulo de emoções represadas e sentimentos negativos.

Por exemplo: uma mãe que vive sobre carregada pelo montante de atividades que precisa realizar ao longo de um dia, pode se revoltar com o filho que derruba o açucareiro na mesa e suja tudo, gritando com ele, com os olhos arregalados e as mãos espalmadas causando medo na criança.

Por sua vez a criança não entende essa cena apenas como uma reação do momento e tende a absorver aquela atitude como um sinal de que sua conduta foi errada e levar essa lembrança emocional negativa (de susto e medo) para outras situações em que ela tenha que tomar alguma iniciativa, gerando assim o nascimento de um sentimento de insegurança.

A criança não expressa a dor que sente na alma, mas o sentimento se acumula e aparece nas suas atitudes e para se defender, ela agride.

A crítica desenvolve a competição e gera agressividade.

Portanto é preciso ter bastante cuidado com o ritmo da fala, o tom de voz, a expressão do corpo no momento de passar algum ensinamento para alguém, seja qual for a faixa etária, pois a agressividade leva a destruição dos vínculos afetivos, podendo também desencadear à autodestruição.

Sejamos, portanto mais dóceis no nosso modo de agir, tenhamos um rosto menos enrugado e carrancudo, afinal os outros não tem culpa das amarguras que trazemos dentro de nós.

Sejamos corajosos busquemos ajuda profissional para realizarmos uma “faxina nos cantinhos da nossa mente”, não existe o certo e o errado, o bom ou o ruim, o que existe é a tomada de consciência do que pode ser melhor para cada um.

A vida e o ser humano são absolutamente plurais e o bom mesmo é a harmonia consigo e com os outros.

FELICIDADES, Boa semana; um abraço.

Kátia Costa.

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1 Comentário

  • amei os teus artigos, continua que é uma maneira de ajudar as pessoas.

    obrigada

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