Atividade física e varizes (doenças vasculares periféricas)
Atividade física e varizes (doenças vasculares periféricas)
Por Vandeir Gonçalves
As doenças vasculares periféricas (DVP) envolvem um grupo de doenças crônico degenerativas e síndromes que afetam os
| Fatores de risco | |
|---|---|
| Fixos | Modificáveis |
| Sexo Idade Hereditariedade |
Tabagismo Dislipidemias Sedentarismo e estresse Hipertensão Diabetes Obesidade Outras doenças cardiovasculares |
Sintomas e diagnóstico
Os sintomas mais comuns das DVP são: câimbra, cansaço, dores, alteração da temperatura ou da cor da pele, feridas (lesões tróficas), surgimento de varizes ou veias dilatadas, edemas e tromboses. Entretanto alguns portadores destas doenças são assintomáticos, o que torna a atenção dada ao tratamento e diagnóstico ainda mais necessário, uma vez que estas estão grandemente associadas a um aumento no risco de lesões, amputação de membros e morbidade.
Para se diagnosticar as DVP, são normalmente combinados dois ou mais procedimentos, como informações sobre histórico familiar e pessoal de saúde, índice de pressão sistólica tornozelo-braço (determinado pelo Doppler-ultra-som), medidas de desempenho físico e análise sanguínea do perfil lipídico e de glicemia.
Atividade física como forma de tratamento
Normalmente as DVP são tratadas com medicação, que visa melhorar o fluxo sanguíneo como, por exemplo, a aspirina e/ou cirurgia, que compromete a autonomia dos pacientes e eleva os custos com saúde pública, além de apresentarem sucesso de forma apenas temporária.
Por outro lado, os exercícios físicos atuam na prevenção e no tratamento das DVP, minimizando os sintomas da doença, e interferindo nos fatores de risco modificáveis, causando alterações morfológicas e funcionais positivas, além de praticamente não apresentarem custos. Os efeitos advindos da atividade física irão depender do tipo de atividade, sua duração e sua intensidade.
A intervenção dietética também deve ser considerada, uma vez que além de potencialmente influenciar em alguns fatores de risco modificáveis, a baixa ingestão de cobre, por exemplo, está associada ao mau funcionamento do sistema cardiovascular.
Exercícios aeróbios e de musculação, devem ser muito bem pensados e prescritos, principalmente em indivíduos sedentários, uma vez que seus reflexos na circulação sanguínea, levando em consideração a atividade, a intensidade, e a duração, podem ou não debilitar ainda mais um sistema já fragilizado. As recomendações quanto ao modo de progressão nos exercícios, não está claramente descrita, dependendo em grande parte da percepção individual de bem estar do indivíduo e da experiência do profissional que supervisiona os exercícios. Exercícios em meio líquido podem ser boas estratégias, sobretudo pela melhora do fluxo sanguíneo e possível redução de edemas.
| Benefícios com a prática da atividade física | |
|---|---|
| Fluxo sanguíneo periférico | Melhora |
| Viscosidade sanguínea | Redução |
| Metabolismo músculo-esquelético | Melhora |
| Sintomas de dor | Redução |
| Alguns fatores de risco cardiovascular | Redução |
| Percepção de bem estar | Aumento |
| Qualidade de vida | Aumento |
Conclusão
Cada vez mais nos mostra a ciência que bons hábitos de vida – incluindo boa alimentação, atividade física regular, combate ao tabagismo e ao estresse – além de agirem como profilaxia para diversos males, serve de ótima estratégia para a melhora da saúde e da vida das pessoas.
Portadores de DVP podem se beneficiar tanto de exercícios aeróbios quanto de exercícios de força, que melhorem e estejam diretamente ligados as atividades de vida diária. Nunca é demais ressaltar que o treinamento físico deve melhorar o estado funcional do indivíduo, melhorando sua capacidade física para a vida, da forma mais abrangente possível, sem limitar seus interesses e reais necessidades.
Referências Bibliográficas
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