O esporte salva?!?!
Por Robélius De Bortoli
O Brasil está voltado para o estímulo à prática esportiva. Essa prática inicia-se na escola e todas as crianças têm acesso a ela, devidamente orientados por um profissional da área. Parece que há um consenso entre os pensadores governamentais sobre a importância do esporte para a saúde de uma nação.
Também observamos uma tendência a julgar os feitos da pátria pela quantidade de medalhas olímpicas que obtemos. Os feitos de nossos atletas são realmente uma realização para todos nós e queremos que a cada nova competição possamos demonstrar nossa pujança por meio das medalhas conquistadas. Ainda há pouco os nossos para-atletas (atletas para-olímpicos) nos deram muitas alegrias com a coleção de medalhas trazidas de Atenas. Para esse incentivo, o governo está criando uma que beneficiaria os atletas, garantindo seus estudos enquanto treinam.
Sem questionar a validade dessa iniciativa, começamos a pensar nos outros jovens, os que não dispõem de marcas para obter a bolsa e como seriam seus pensamentos acerca da prática esportiva. Que incentivo eles teriam para iniciar, dar continuidade à prática de esportes, já que no quesito rendimento para competição eles não se incluem? E quantos jovens são realmente merecedores dessas bolsas?
Se queremos desenvolver hábitos saudáveis em nossa população, melhoria de condições de saúde física e mental, será que deveríamos dar tanta ênfase no esporte rendimento? Claro que é importante essa atuação, até mesmo como profissão, porém é uma pequena minoria que está apta para isso.
Vamos reverenciar nossos atletas (e não apenas os que conseguem medalhas olímpicas, pois esses são realmente poucos) e em todos os momentos. Lembro de uma pergunta que um senhor me fez durante um congresso na cidade de San José, Costa Rica, que traduz um pouco aquilo que deveria ser o nosso sentimento para com os nossos representantes fora do país. Ele perguntava: “No Brasil há estátuas nas cidades para os grandes jogadores da copa de 70? Eles eram muito bons…” E eu não soube responder-lhe, e creio que, caso haja, não contemplam a todos.
Ao mesmo tempo, penso que deveríamos exaltar as pessoas que praticam atividade física de forma recreativa, orientada e controlada, já que esse é o maior segmento de população nos países. Os benefícios produzidos seriam não somente do ponto de vista de saúde, causando melhoria na qualidade de vida de cada sujeito, como auxiliando na prevenção de doenças de cunho psicológico (ansiedade, depressão, etc.) e biológico (doenças cárdio-respiratórias e musculares).
Direitos Autorais
Robélius De Bortoli é prof. doutor especializado em Psicologia do Esporte, prof. da Fabavi e coordenador da Sociedade Capixaba de Psicologia do Esporte – Scape
1 Comentário
Deixe um comentário
Buscar
Categorias
Artigo recentes
Comentários
- Prof.Fernando Magela em Temperatura da água e atividade física
- Profº Jeferson Corrêa Porto em Bem-estar cresce à medida que envelhecemos, diz pesquisa
- Jane em Bem-estar cresce à medida que envelhecemos, diz pesquisa
- Clara Lucia em Abdominais – Parte IX
- Profº Jeferson Corrêa Porto em A Espondilite Anquilosante (EM)












concordo