LEIS BÁSICAS DO FISICULTURISMO

Publicado em 1/03/2006, Fitness, Não há comentários

TRÊS LEIS BÁSICAS DO FISICULTURISMO E DO TREINAMENTO DE FORÇA

Existem três leis de treinamento de força que devem ser obedecidas, quando o atleta deseja prosseguir, livre de lesões, para um programa mais abrangente e rigoroso. Os fisiculturistas/atletas/recreativos iniciam frequentemente seus programas de treinamento sem estar cientes do esforço que precisarão fazer e sem entender a progressão ou a metodologia por trás do programa de treinamento. Geralmente, eles buscam conselhos com atletas experientes (que podem não ser qualificados para dá-los) ou então acabam optando por treinarem sozinhos e, conseqüentemente, acabam fora de seu nível de aptidão e numa rota de colisão com as lesões. A disciplina e obediência a estas leis básicas do treinamento garantem a adaptação anatômica adequada de um corpo jovem ou destreinado, antes de submetê-lo aos rigores do treinamento de força.

1ª LEI – ANTES DEE DESENVOLVER A FORÇA MUSCULAR, DESENVOLVA A FLEXIBILIDADE ARTICULAR

A maioria dos exercícios de treinamento de força, principalmente os que empregam pesos livres, utilizam toda amplitude de movimento ao redor das principais articulações. Em alguns exercícios, o peso do haltere produz forças de compressão e tensão nas articulações de tal maneira que, de o atleta não tiver boa flexibilidade, lesões e dor intensa podem ocorrer.

2ª LEI – ANTES DE DESENVOLVER A FORÇA MUSCULAR, DESENVOLVA OS TENDÕES

O ritmo de ganho da força muscular sempre tem o potencial de exceder o ritmo em que os tendões e ligamentos conseguem se adaptar ao esforço. É crucial que essas estruturas tenham tempo para adaptar-se, porque muitos atletas não tem uma visão a longo prazo e usam prematuramente cargas pesadas para desenvolver grupos musculares específicos, sem fortalecer as estruturas que os apóiam.

Os tendões e ligamentos são treináveis e podem, na realidade, aumentar de diâmetro como resultado do treinamento de adaptação anatômica adequada, que enfatiza a sua habilidade de suportar a tensão e o desgaste. Esse treinamento é realizado através de um programa de cargas baixas durante os primeiros dois anos de treinamento. Os atalhos não são a resposta para se obter um corpo bem desenvolvido e livre de lesões.

3ª LEI – ANTES DE DESENVOLVER OS MEMBROS, DESENVOLVA O TRONCO

É verdade que braços, ombros e pernas musculosos são impressionantes, e grande parte do treinamento deve ser dedicado a essas áreas. Porém, o tronco é a ligação entre eles, e os membros nunca podem ser mais fortes que o tronco.

O tronco tem uma abundância de músculos abdominais e dorsais: feixes que percorrem direções diferentes envolvem o centro do corpo, formando um sistema de apoio rígido e potente. Um tronco mal desenvolvido representa um sistema fraco de apoio para braços e pernas que serão submetidos a um trabalho árduo. Por isso, apesar das tentações, o programa de treinamento de um iniciante não deve dar prioridade aos braços, às pernas e aos ombros. O enfoque deve ser, primeiro, o fortalecimento da área central do corpo – os músculos do abdome, os lombares e os da coluna vertebral.

Os músculos dorsais são longos e curtos e percorrem a coluna vertebral. Eles funcionam como uma unidade, junto com os rotadores e os músculos diagonais, para realizar diversos movimentos. Os músculos abdominais se localizam no sentido longitudinal (reto do abdome), transversal (transverso do abdome) e na diagonal (oblíquos do abdome), permitindo que o tronco flexione para a frente e para os lados, faça rotação e gire. Uma vez que os músculos abdominais cumprem papéis importantes em muitos exercícios, sua fraqueza pode limitar gravemente a eficácia de diversas ações que envolvem a força.

Importante salientar que essas leis acima citadas, são diretrizes básicas para uma melhor compreensão dos leitores, principalmente os mais leigos que não estão acostumados a conviver com a prática do treinamento de força ou para aqueles que estão começando a prática dessa modalidade. Portanto, ao prescrevermos um programa de treinamento de força, devemos levar em consideração vários outros aspectos para uma perfeita adequação do programa de exercícios às condições físicas, psicológicas e sociais dos praticantes.

Fonte: BOMPA, Tudor O. et. al. Treinamento de Força Levado a Sério. São Paulo: Manole, 2004.

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