Restauração do Glicogênio
A restauração completa dos depósitos de glicogênio requer longo prazo, até mesmo dias, dependendo do tipo de treinamento ou dieta. Para atividades intermitentes, como os exercícios de força ou o treinamento intervalado (40 segundos de atividade por 3 minutos de intervalo), a restauração leva 2 minutos para a reposição de 40% dos estoques de glicogênio, 5 horas para a reposição de 55% e 24 horas para a reposição de 100% dos estoques. Se a atividade é contínua, típica em atividades de resistência de alta intensidade, a restauração do glicogênio é ainda mais longa, com 60% em 10 horas e 100% em 48 horas.
O glicogênio depositado no fígado decresce consideravelmente após uma sessão árdua de treinamento. Com uma dieta normal ou uma dieta rica em carboidratos, precisa-se de 24 a 48 horas para repor o glicogênio hepático. Durante o treinamento, poderá haver um acúmulo de ácido lático no sangue, produzindo um efeito fatigante sobre o organismo do atleta.
Antes de retomar um estado de repouso, o organismo tem de remover todo o ácido lático do sistema circulatório; no entanto, é necessário algum tempo para que isso seja realizado (Fox et al. 1989): 10 minutos para remover 25%, 25 minutos para eliminar 50% e uma hora e 15 minutos para eliminar 95%. Para facilitar esse processo de remoção do ácido lático, deveremos realizar uma atividade aeróbia de no mínimo 30 minutos, após a sessão anaeróbia.
O benefício dessa atividade é que a sudorese contínua, mantendo a eliminação do ácido lático e de outros resíduos metabólicos. O nível de condicionamento físico é um outro elemento que facilita a restauração dos depósitos de energia. Uma boa base aeróbia pode reduzir o tempo necessário para repor os estoques de glicogênio.
Fonte: BOMPA, Tudor O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. São Paulo: Phorte Editora, 2002.











