Rafting
Histórico
A descida de rios com corredeiras sobre botes infláveis de borracha é a melhor definição que se pode dar ao Rafting. Este esporte que nasceu no final dos anos 80, hoje, já conta com diversas escolas e equipes que participam de campeonatos de âmbito regional, nacional e até mesmo mundial dizem que começou mesmo na Europa. Lá a galera usava os botes salva-vidas e com muita perícia e adrenalina descia os ferozes rios do Velho Mundo. Daí em diante, o esporte se aperfeiçoou criando técnicas, acessórios e regras de segurança que são fundamentais para entrar na água. O nome do esporte vem de raft (balsa, em inglês). Os botes percorrem águas turbulentas e remansos, sempre desviando de pedras e enfrentando quedas de tirar o fôlego. Segundo o grau de dificuldade, as corredeiras recebem classificação de 1 a 6 pontos. No Brasil, a maior parte das corredeiras tem graus 3 e 4. Cada barco leva de seis a oito pessoas, sempre junto a um instrutor que vai orientar as manobras e que conhecem a fundo todas as dificuldades do rio. O rafting proporciona o contato com a natureza e, para muitos, funciona como terapia anti-stress. A maioria dos roteiros são em lugares de mata preservada ou em reservas ecológicas.
Dicas
Faça sempre uma sessão de alongamento para evitar cãibras e distensões.
- Só faça rafting acompanhado de um guia especializado, que conheça o percurso do rio.
- Use os equipamentos recomendados acima não importa o nível de dificuldade do rio. Não improvise.
- Procure uma empresa que seja autorizada ao ensino da prática do esporte.
Equipamentos
O bote é feito de borracha com tecido trefiladol que o torna leve, resistente e à prova de afundamento. Pode transportar até 2,5 toneladas e pesa quase 100 quilos. Outros acessórios importantes são: capacete, colete salva-vidas, remo, corda de resgate, sapato emborrachado ou tênis com solado aderente.
Onde praticar
No Brasil, há uma centena de rios próprios para a prática do esporte. Mas poucos foram explorados de fato. Rio Paranhana (Três Coroas – RS) Rio Juquiá (Juquitiba/SP) – A 70 Km de São Paulo, em meio à Mata Atlântica, é um dos programas amis indicados para os iniciantes. São mais ou menos 3 horas de descida, com oito corredeiras,com graus 2 e 3. Um total de 5 Km de percurso. Rio Paraibuna (São Luis do Paraitinga/SP) – A 190 Km de São Paulo, no Parque Estadual da Serra do Mar, o Rio Paraibuna oferece 18 km de percurso – seis horas de descida – e um número bem grande de dificuldades. As corredeiras de níveis 3 e 4 garantem muita emoção. Rio do Peixe (Socorro /SP) – A 130 KM de São Paulo, este programa ainda é pouco conhecido. São 6 Km e seis horas de descida com a mais pura emoção. Quando cheio, o rafting fica nervoso e os níveis 3 e 4 garantem toda a adrenalina. Rio Paraibuna (Três Rios/RJ) – A 110 Km do Rio de Janeiro, os rafteiros pegam 21 Km de descida em águas revoltas e remansos. São mais de 20 corredeiras com níveis 3 e 4. Uma das quedas, a do Travessão, tem quatro metros de altura. Rio Itajaí-Açu (Apiúna e Ibirama/SC) – Roteiro famoso no sul do país, com cerca de 7 Km de descida, percorrendo em três horas e meia mais de 18 corredeiras. A corredeira Caninana tem classificação 5 na época das cheias. Rio Iapó (Tibagi – PR) – A 200 Km de Curitiba está o rafting mais selvagem e radical do país. O rio acompanha os paredões do cânion de Guaterlá.
As principais manobras envolvidas no Rafting
Manobra esquerda ré

Manobra direita ré

Manobra peso à esquerda (ou direita)

Manobra Piso (todos no chão do bote)

Praticar rafting em um final de semana requer alguns procedimentos básicos, geralmente dados pelo instrutor responsável no local de descida de um rio. É ele quem vai na parte de trás do bote, transmitindo comando aos remadores de primeira viagem.
São comandos de remada: “para a frente”, significa que todos devem remar para a frente, a fim de ganhar velocidade; “para trás”, no caso de frear ou desviar de um obstáculo; e por aí vai.
O grupo a bordo do bote deve estar atento às instruções do líder e remar em sincronia. Ninguém fica parado, segurando o remo por cima do cabo para evitar qualquer acidente.
Quedas do bote acontecem. Os instrutores orientam as pessoas a ficarem em uma posição de forma a ajudar o resgate, pelo cabo do remo ou por uma corda. O bote também pode virar, o que requer ainda outras técnicas para voltar à posição normal.
Não é preciso fazer um curso, mas quem quiser especializar-se para participar de expedições ou partir para o rafting competitivo, pode entrar em contato com empresas especializadas. Escolha uma descida com grau de dificuldade compatível com sua experiência. Lembramos que o rafting é um esporte de equipe, onde todos remam e participam ativamente na condução do bote.
Manobras mais freqüentes em uma descida:
Esquerda ré – o bote vai para esquerda; quem está à esquerda rema à ré e quem está à direita rema à frente.
Direita ré – o bote vai para direita; quem está à esquerda rema à frente e quem está à direita rema à ré.
Peso à esquerda ( ou Peso à direita) – a tripulação se inclina para o lado indicado; serve para facilitar manobras e evitar que o bote vire.
Piso – Todos se sentam no chão do bote e seguram na corda que passa na borda do bote. É este o recurso usado em grande quedas.
Corredeiras: técnicas para enfrentá-las
O primeiro passo para entender as técnicas em corredeiras é saber como se localizar no rio. A localização no rio é sempre definida pelo sentido da correnteza. A direita ou a esquerda são sempre em relação à correnteza e não à sua posição.
Inércia – O bote mais as pessoas formam um conjunto muito pesado que cria uma inércia muito grande, que deve ser considerada na hora da manobra. Quanto maior a velocidade maior a inércia. Logo, procure sempre diminuir a velocidade do bote e antecipar ao máximo a manobra para que a inércia não o leve para fora da sua linha.
Manobras principais – Existem duas manobras principais utilizadas para descer um rio. Estas manobras tem uma série infinita de combinações e nomes para as suas variação. Aqui, serão mostradas as principais e mais conhecidas.
Ferring – É utilizado para se movimentar lateralmente dentro do rio ou atravessar uma corredeira sem que o bote desça o rio.
A posição do bote em relação à corrente deve ser estabelecida de acordo com o sentido da corrente e o ponto aonde se quer chegar. De acordo com a velocidade da água e os obstáculos no caminho, pode-se optar em executar o ferring, de frente de ré.
Se a posição do bote é de 45º em relação a corrente ocorre um forte deslocamento lateral mas o bote perde velocidade, com 15º o bote se desloca lateralmente mas não perde muita velocidade. Para se atravessar uma correnteza de um lado a outro do rio utiliza-se os 45º.
Giro – É muito utilizado para auxiliar nas manobras no meio das corredeiras. Através de remadas em frente de um lado e em ré do outro lado, o bote gira rapidamente desviando de obstáculos, e se posicionando para tomar uma nova direção.
Os remansos são muito úteis durante a descida. Servem para diminuir a velocidade, ajudar a atravessar o rio, observar a próxima corredeira, etc. É importante conhecer bem o comportamento dos remansos para poder aproveita-los bem.
O remanso tem a parte alta que é a mais forte, no meio a parte mais funda e a parte de baixo, que é mais fraca.
Pode-se utilizar um ferring para cruzar o rio aproveitando o remanso ou ainda continuar a descida saindo do remanso.
Quando a linha de remanso é muito forte fica difícil de entrar nele. Por isto é importante fazer uma boa aproximação para não passar direto.
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